31 de agosto de 2011

Mais ou menos como eu...



Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele.

Por algum motivo me identifiquei muito com esses versos. Acho que tem a ver com meu modo exagerado e extremo de viver. Quero tudo muito, tudo logo, tudo meu. Mais ou menos assim.

A referência é que o texto seja de Caio Fernando de Abreu, mas não confio na internet.

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