12 de dezembro de 2011

A Vida é Tão Rara

Li esta frase e me peguei pensando em quanto significado ela carrega.
A vida é tão rara.

Vejo a vida tão rica, tão cheia de momentos, emoções, tanto aprendizado, sofrimento. Mas o que se leva realmente de todo esse mar de acontecimentos?
Acho que é aí que se encontra a tal raridade que o autor citou, a raridade de significado, a raridade de plenitude, vivemos muita coisa e tiramos real proveito de poucas, sentimos muita coisa mas nos permitimos sentir a fundo quase nada.
Nos deixamos existir somente.
Viver é raro...

3 de outubro de 2011

Sem pensar, as vezes me atiro de cabeça.

Sem respirar, digo sim ao que poderia ser ponderado.

Sem pesar, aguardo as conseqüências.

Sem contar, sei que perco a razão por numéricos segundos.

Sem fechar os olhos, registro o que posso não ver nunca mais.

Sem amarras, me entrego livre.

Sem desespero, assumo o que poderia ter evitado.

Sem perguntas, me aparto das dúvidas.

Sem angústia, não dou vazão às cobranças.

Sem culpa, aproveito a vontade.

Sem regras, recorro à exceção.

Sem ouvir a consciência, canto alto.

Sem perceber o precipício, me lanço.

Sem esperar, vou atrás.

Sem chorar, descubro sorrisos.

Sem conclusões, me perco na introdução.

Sem paixão, me entrego ao desejo.

Sem noção, me atiro para um beijo.

Sem querer, termino querendo.

Sem palavras, percebo gestos.

Sem a obrigação de pensar no depois, viajo no agora.

Sem a sombra de uma certeza amanhã, descubro que o hoje é maravilhoso.

Sem jurar e nem rechaçar.

Sem ressalvas e com muitos adendos.

Sem perder e sem ganhar.

Sem profundidade, apenas uma rasa nostalgia.

Sem torturas ou renúncias.

Sem medo, vivo…

Sem promessas, propósitos, esperanças ou responsabilidade… por alguns nobres minutos… me permito!

12 de setembro de 2011

11 de setembro de 2011

Sobre relacionamentos, papéis e afins

Seu namorado não é seu pai e, não sendo seu pai, ele não tem obrigação de te bancar. 
Acho o fim mulher que acha que o namorado/ficante tem obrigação de bancar tudo, comprar tudo que elas querem, pagar as contas. Esses dias tava conversando com uma fulana na faculdade e ela comentando que saiu com um cara, eles combinaram de se encontrar no cinema, o cara chegou um pouco mais cedo e comprou o ingresso dele. Só o dele. Aí ela chegou e tals, ele foi e falou que ja tinha comprado o ingresso dele, pra ela comprar o dela que ele ia comprar pipoca. Ela ficou absurdamente ofendida e tava reclamando a altos brados dele, falou que nunca mais iria sair com o cara e mimimi. Acho que todo mundo já acostumou com essa coisa do cara bancar, a maioria até prefere, nem que seja nas primeiras vezes. É bem cômodo e não vou ser hipócrita de dizer que não gosto, mas não acho que deva ser levado como regra absoluta e irrefutável. Se os dois trabalham pq não rachar a conta? O mesmo dinheiro que um pode desembolsar o outro também pode.

Outra, acho lindo o namorado ajudar a namorada, ate mesmo financeiramente quando necessário, mas é ajudar, não bancar. Tem mulher por aí, cujo namorado paga as contas de salão que ela faz, chapinha, unha, compra de supermercado, cartão de crédito, até os biscoitos que ela come. Sério, acho um puta abuso. Uma vez ou outra ir e fazer uma graça, pagar um dia de salão, comprar umas coisas gostosas ainda vai, mas daí a viver assim? No thanks.

Falando em gracinhas, última coisa: presente é presente. Algo esporádico e espontâneo. Presente a gente não pede, não se faz chantagem emocional pra conseguir muito menos se exige. Presente a pessoa da quando quer. Namorado não tem obrigação de te comprar roupas, sapatos, bolsas nem nada disso. SE ele quiser blz, SE ele te disser pra escolher blz (havendo bom senso, claro!) mas é presente. Ele não tem obrigação de te comprar nada. Vc quer? Trabalha, pega teu dinheiro, vai lá e compra.

Por mais que seja cômoda essa situação de ter um namorado como financiador, já passou há muito tempo da hora de parar ne?
Esse post surgiu de uma série de situações que vi acontecendo, algumas bem próximas a mim. As mulheres ficam nesse sexismo, reclamando direitos iguais e todo esse mimimi, mas na hora de mudar de postura o feminismo some, feminismo por conveniência. Quer ganhar o mesmo salário mas se recusam a pagar o próprio ingresso no cinema. Fazem dos namorados verdadeiros escravos, brincam de caixa 24h, depois quando os caras começam a dominar, querer virar dono, pedir satisfação, voltam as donzelas indefesas que tão sofrendo nas mãos do mundo machista e opressor atrás de independência ou morte.
Quer viver como nos anos 50, vive. Mas depois não reclama.

31 de agosto de 2011

Mais ou menos como eu...



Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele.

Por algum motivo me identifiquei muito com esses versos. Acho que tem a ver com meu modo exagerado e extremo de viver. Quero tudo muito, tudo logo, tudo meu. Mais ou menos assim.

A referência é que o texto seja de Caio Fernando de Abreu, mas não confio na internet.